A brisa morna que acaricia em suave seus cabelos,
Mistura-se ao suave perfume das mais elegantes flores.
A brisa fria entrelaçada aos sussurros de folhas caindo,
O Morno da tarde e o esfriar da noite amáveis dançando.

E lá vem o Outono austral,
perfumado de folhas decíduas.
Colorido do cobre natural,
e da prata nas nuvens suas.

A bruma leve de uma antiga anunciação,
No delicado vai e vem de galhos curvos.
O Cantar sem fulgor em ouvidos de paixão,
de livres desejos que não farão turvos.

... E o Astro cruza o equador celestial rumo ao norte!

 

Nos versos que me opõem,
Nas fontes que me secam,
Neste amargo sorriso,
No tintilar das taças sujas.
Vejo um novo velho sem proposito...
Tal qual o proposito do não ser,
Eis um ser de sentido morno,
Pois, assim na brandaria desses dias,
Vejo os sonhos e em sonhos dormias!

TALVEZ

Talvez,
Se eu agisse de acordo
com o que sinto e anseio
E não ficasse nessa busca desesperada,
para preencher espaços vazios.

Talvez eu encontrasse aquilo
que meu coração necessita.
Não! Não é desejo,
pois desejo é mero egoísmo,
é querer ter, é possuir.

O que eu quero é complemento.
É ver sem enxergar.
É sentir aquilo que carece em mim.
É entregar o que transborda.

Mas como?
Se eu não sou eu,
mas apenas uma imagem
falsa refletida no espelho.

Como procurar algo sólido,
se estou na superficialidade?
Como esperar o verdadeiro,
se a base é ilusão?
Como?

Quero a solidão.
A solidão de mim, para mim.
Quero a solidão que dói,
de tanto estar comigo mesmo.
Quero a solidão de lagarta,
que se fecha no casulo para renascer borboleta.

Quero toda a desilusão possível,
pois quero enxergar
como as coisas realmente são.
Quero me achar em mim,
pois me perdi, não sei aonde
e não me lembro quando.

Quero sentir meu coração batendo
em paz e feliz pelo simples pulsar.
Quero ser o motivo desta alegria,
pois o que esta fora pode mudar ,
pode acabar, mas o que esta dentro, é.

É e simplesmente é.
Não depende.
Apenas é.
Tem existência própria,
começa em si e termina em si.
Não é relativo.
Por não ser relativo não muda, simplesmente é.

Onde esta você que não consigo ver?
Onde você esta?
Que vislumbre tens agora?
Mudou sua direção?
Por que?
E vale a pena?

Onde esta você?
Onde esta seu centro?
O seu ponto de apoio?
O seu ponto de felicidade?
Esta dentro de você ou esta fora?
Esta como os comuns?
A manada que é conduzida sem ao menos saber para onde?

E a sua fortaleza?
Aonde esta?
Se perdeu pelo fascínio?
Nesse labirinto de espelhos e belezas virtuais?

Talvez,
Se eu me ouvisse e sentisse as minhas próprias vibrações.
E eu confiasse mais no que minha alma tenta mostrar a cada segundo.

Talvez e só talvez eu consiga me encontrar!

© L'(Max) Assunto Aleatório & Fabrica de Ideias. All Rights Reserved.

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